Correio da Junqueira

Edição de Junho 2009

Primeira Página

IA PARA A MISSA E DESAPARECEU

Quinta-feira, dia do Corpo de Deus, 11 de Junho.

Deixando o almoço feito, Cidália Ribeiro Oliveira, casada de 45 anos de idade, residente nesta freguesia da Junqueira, sai de casa, dando conta que ia para a missa do meio-dia, na Capela da Sª da Graça.

Logo mais, solicita boleia para a Garrida, a propósito de uma consulta médica.

Teria sido vista junto ao pórtico da Quinta da Espinheira, para não mais ser vista.

Dado o alarme, atendendo às características psicológicas da Cidália, foram mobilizados todos os meios possíveis de busca.

Já no sábado, é entregue à família o telemóvel e uma pequena bolsa, objectos encontrados na Espinheira.

Aparentemente, esta pista, levou as autoridades a proceder a buscas intensas ao longo do Rio Ave.

Até ao momento de encerrar esta edição, continua a desconhecer-se o paradeiro da Cidália, perante a dor e o sofrimento da família, em particular do marido, Joaquim “Casinhas” e do filho Luís (com 22 anos de idade).

De salientar o fervor religioso da desaparecida, com constantes idas a Balasar, pela fé que nutria pela Beata Alexandrina, tendo, no mês passado, realizado uma peregrinação a Fátima, onde há dois anos foi a pé.

Para qualquer contacto, utilizar os seguintes números de telemóvel : 914991327 ou 967816143.

 

PRESTÍGIO PARA VILA DO CONDE (2009/06/16)

 Um júri soberano de cinco elementos nomeados pela Câmara Municipal da Covilhã, atribuiu o prémio de artesanato - Covilhã/2009 ao artista vilacondense Teresa.

A peça a concurso foi uma viola em tamanho real em vidro decorada com um poema de Eugénio de Andrade.

 

 

UM JUNQUEIRENSE CAMPEÃO DA EUROPA (2009/06/04)


Depois de muitas conquistas, a todos os níveis, João Paulo Azevedo, acaba de obter mais um grande título - campeão da Europa de fosso universal. O nosso jovem atirador, alcançou este título no passado fim de semana, em Espanha, ao serviço do Clube de Caça e Pesca de Vila Verde.

Parabéns ao João Paulo e ao seu Clube. Todos os Junqueirenses devem sentir orgulho deste seu filho, alcançando vitórias ao mais alto nível.

Página 2

CÂMARA MUNICIPAL APOIA MONUMENTO EVOCATIVO DA GUERRA DO ULTRAMAR

A Associação dos Vilacondenses Ex-Combatentes do Ultramar, vão erigir um Memorial evocativo aos portugueses vivos e mortos, que passaram pela guerra.

Ficará situado entre o Cais dos Assentos e a nova Lota. Prevê-se que seja inaugurado no último trimestre do ano.

No conjunto escultórico, constará uma placa alusiva aos que perderam a vida, cerca de 40 camaradas.

A Associação faz um apelo no sentido de evitar qualquer omissão, daí solicitar todas as informações possíveis, para que nenhum elemento seja esquecido.

Contactar, para o efeito, a Associação, sediada na Praça Luís de Camões, 31-3º Direito, ou pelos telefones 252 632894 e 252 641023.

Faleceu a D.ª Deolinda Faria
Conforme artigo de opinião constante da edição online deste periódico.

A SOLENIDADE DO CORPO DE DEUS
Artigo da autoria de Faria Correia

Páginas 3, 4 e 5

Notícias que foram notícia na edição online

Página 6

Falecimentos e resultados das eleições europeias.

Página 7

MUNICÍPIO DE VILA DO CONDE - ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Assuntos tratados na reunião da Assembleia Municipal de 28 de Abril de 2009

No dia 28 de Abril de 2009, pelas 21 horas, reuniu em sessão ordinária a Assembleia Municipal de Vila do Conde, tendo no período de antes da ordem do dia, aprovado voto de congratulação pela aprovação da área da Paisagem Protegida de Vila do Conde; voto de congratulação pelo empenho da comunidade educativa vila-condense pelo sucesso escolar em Vila do Conde.

Voto de solidariedade para com os trabalhadores da Imperconser e um voto de pesar pelo falecimento do Dr. João Maria dos Reis Pereira e outro voto de pesar pelo falecimento do Sr. Joaquim Francisco Antunes.

No período da ordem do dia, para além das actas da sessão extraordinária de 30 de Outubro de 2008 e das ordinárias de 30 de Dezembro de 2008 e 2 de Março de 2009, foi aprovada a desafectação do domínio público para integração no domínio privado municipal de uma parcela de terreno, sita na Avenida Varandas do Este, na freguesia de Touguinhó, e do domínio público municipal para o domínio privado municipal de uma parcela de terreno com a área de 137 m2, na Avenida José Ramos Maia, 220, em Touguinhó.

Foram ainda aprovados: o Programa Finícia-Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas; a Revisão do Plano Plurianual e Orçamento Municipais; e o Relatório de Gestão e Contas de 2008.

Como último ponto de Ordem de Trabalho, o Sr. Presidente da Câmara prestou informações sobre a actividade municipal.

Vila do Conde, 29 de Abril de 2009

O Presidente da Assembleia Municipal

Dr. Lúcio Maia Ferreira

 

CRISE DE VALORES

Impunidades!
Adelina Piloto

Casa da Música no Porto

A taxa de desemprego em Portugal está, praticamente, a atingir os 10%, um nível que supera a média europeia e que corresponde à oitava taxa mais elevada da zona euro. Esta trágica realidade é bem reveladora da forma como a recessão económica está a afectar drasticamente o mercado de trabalho português. Longe já vai o tempo em que o Primeiro-Ministro com “ar pueril” esfregava as mãos de satisfeito por a crise não estar a afectar o país com intensidade semelhante à das nações mais evoluídas. Pudera! Somos atrasados em tudo, mas com o tempo até superamos os outros, sobretudo em maus exemplos, como a corrupção, falta de civismo, ignorância, incompetência, compadrio, etc.

Vitor Constâncio, o Governador do Banco de Portugal está de tal modo agarrado ao tacho que não se demite e, mais grave ainda, não é demitido por quem de direito tinha poderes para isso. Claro! Como demitir um correligionário político, apesar de provas dadas e confirmadas de incompetência? Também, segundo as suas palavras as perdas do BPN serão inferiores a mil milhões de euros e só daqui a alguns anos se saberá ao certo quanto se perdeu.

Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280 889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570 454 euros. Os dois vice-governadores, José Martins de Matos e Pedro Duarte Neves, ganharam, respectivamente, 244 536 euros e 254 586 euros. Do ponto de vista de aplicações financeiras, Martins de Matos tinha investidos mais de 142 mil euros, no final de 2005, enquanto que o ex-presidente da Anacom foi mais ambicioso ao despender mais de 331 mil euros. Entre os restantes três administradores verifica-se que José Silveira Godinho investiu quase tanto como Vítor Constâncio: 565 mil euros. Este ex-membro do conselho de administração do então Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa foi, no entanto, o que menos ganhou do ponto de vista salarial, tendo auferido "apenas" 224 634 euros em 2005. Convém referir que Silveira Godinho, ex-ministro dos governos de Cavaco Silva, e Vítor Pessoa - os dois que recebem honorários mais baixos - são reformados, auferindo pensões de 109 379 euros e de 30 101 euros, respectivamente, as quais adicionam ao ordenado.

 Ora, mil milhões de euros, são para estes lordes do banco central português que auferem salários milionários, simplesmente uns troquitos, mas para a maioria dos portugueses que tem de sobreviver com algumas escassas centenas de euros por mês, essa quantia é um sonho, uma miragem. Os deputados de todos os partidos, à excepção dos socialistas, exigem a demissão do Governador do Banco de Portugal mas, ele jura a pés juntos estar completamente inocente e ainda há quem acredite nisso. Imagine-se!

Também há um aspecto sobre o qual já reflecti nesta rubrica, mas tenho de insistir, pois prende-se com a acumulação de empregos, ou melhor de tachos, com que alguns privilegiados se deliciam. Onde está a solidariedade social? Ser solidário não é apenas oferecer um quilo de arroz ou de açúcar ou ainda um vale de compras para o Banco Alimentar e outras Instituições de Solidariedade Social, é, acima de tudo, não roubar o emprego aos jovens, aos desempregados. Como aceitar que em todos os sectores da sociedade, da banca aos hospitais haja tanta gente reformada a acumular e a voltar a acumular cargos numa época de angustiante desemprego? Médicos e enfermeiros reformados do Sistema Nacional de Saúde a trabalharem em clínicas privadas, somando à reforma um chorudo complemento, quando como sabemos muitos jovens enfermeiros para permanecerem activos têm de emigrar para a Espanha, Canárias, etc. E, se há escassez de médicos deve-se a políticas erradas. A mesma situação se passa com os cargos políticos, desde ministros, assessores até ao poder local. Tanta imoralidade!

A imoralidade, corrupção e impunidade passeiam de braço dado neste belo país, obras que se arrastam muito acima do tempo previsto para a sua conclusão e, sobretudo, as imensas derrapagens orçamentais, mas ninguém é responsabilizado, em Portugal a culpa morre sempre solteira no caso de vultuosos investimentos e de gente importante, só o Zé Ninguém é de imediato castigado.

O Tribunal de Contas, na sequência de auditorias a cinco empreendimentos de Obras Públicas, por gestão directa do Estado, concluiu ser prática generalizada verificarem-se acentuadas derrapagens financeiras (entre 25 e 295 por cento acima dos valores previstos), bem como, e cumulativamente, significativos desvios de prazo (entre 1,4 e 1,6 anos a mais do que o previsto para a conclusão das obras".

Segundo o Tribunal de Contas, os encargos adicionais dos cinco empreendimentos, relativos a empreitadas e aquisições de bens e serviços no montante de 241 milhões de euros, ultrapassaram o valor da adjudicação em mais de metade (52,6 por cento), o que ilustra o grau de ineficiências que acabaram por ser suportadas pelo Estado e, em última instância, pelos contribuintes.

O total da adjudicação das cinco obras públicas analisadas orçava 458.429.04 euros, no entanto, o valor no final das obras ascendeu aos 726.404.606, o que representa mais 33,18 em encargos adicionais.

A Casa da Música lidera o ranking das obras públicas com maior derrapagem temporal com um deslizamento de prazo na ordem de 193 por cento (4,6 anos), o Túnel do Terreiro do Paço aparece no fim da tabela, com 28 por cento (2,8 anos), quando não considerada a interrupção de cinco anos pelo acidente ocorrido. A ampliação do Aeroporto Sá Carneiro teve uma derrapagem de 171 por cento (quatro anos), a Ponte Rainha Santa Isabel de 134 por cento (2,6 anos) e reabilitação e modernização do Túnel do Rossio deslizou 131 por cento (1,4 anos).

Para que contas bancárias foram os milhões pagos a mais nestes grandes investimentos? Não sabem? Mas imaginam. Quem se deu ao cuidado de apurar responsabilidades? Quem foi castigado? Todos os contribuintes. Ora, com tanta derrapagem, com tanto buraco, não admira que o nosso país seja um verdadeiro desastre.

HISTÓRIA DE VILA DO CONDE E SEU ARO
A FESTA DO CORPO DE DEUS E OS TAPETES DE FLORES

Em Vila do Conde, a festa do CORPO de DEUS com majestosa procissão pelas principais ruas da cidade ornamentadas com funcho e outros verdes remonta, pelo menos ao século XV.

A Acta da sessão da Câmara Municipal de 21 de Julho de 1466, tem a seguinte determinação “… os quais acordaram e verearam que Fernão Gonçalves, tecelão, seja Cristo em todos os dias do Corpo de Deus. E a ele aprouve de o ser por amor de Deus.E aos ditos homens bons aprouve de ele ser relevado e libertado dos encargos do concelho”. A frase transcrita espelha com clareza a ancestralidade do préstito e a importância da festividade na “Princesa do Ave”,  de tal modo era significativa esta festa religiosa que o dito tecelão ficou isento do cumprimento dos deveres municipais.

A princípio o préstito religioso saía da primitiva Matriz da vila, situada no antigo castro de S. João (onde hoje se localiza o convento de S. Francisco) e percorria a rua Direita (actual rua de S. Amaro), em direcção ao rio e daí ao Mosteiro e regressava à Igreja em consonância com o expresso na Acta da Câmara Municipal de 29 de Maio de 1509. Com o rolar dos séculos e a construção da Matriz Manuelina, no denominado Campo de S. Sebastião, o percurso foi sendo sucessivamente alterado.

A tradição da feitura dos coloridos tapetes de flores naturais, com sugestivos motivos religiosos e alusivos às tradições vilacondenses, é muito mais recente, parece remontar somente à fase finissecular do século XIX. No passado dia 11 de Junho, o núcleo histórico de Vila do Conde, composto por 14 ruas, praças e largos foi novamente abrilhantado com os belíssimos tapetes de flores, de colorido vivo e sugestivos desenhos, considerados pela sua monumentalidade um dos conjuntos de flores naturais mais grandiosos do mundo.

Mais uma vez cumpriu-se com primor a tradição, cartaz turístico por excelência que a Vila do Conde atraiu muitos milhares de pessoas.

Última Página

SINAIS DE ESPERANÇA

OUTRA VEZ UM PADRE A FALAR-NOS DE TRÂNSITO NAS ESTRADAS

É verdade: cá estou eu, uma vez mais, sempre e só em torno do mês de Junho, soleira da porta para os meses de Verão, e volto ao tema desta época: a condução nas estradas.

Sei muito bem que não estou a falar para qualquer canal de televisão ou a escrever para um jornal de grande nomeada. Contento-me, mesmo assim, a ser uma humilde voz no jornal cá da nossa terra, mesmo considerando o reduzido número de leitores.

Interessa-me ajudar e pôr a reflectir, em primeiro lugar, as pessoas que me rodeiam, as mais próximas. A boa sementeira e solidariedade ou começa à porta de casa, da própria casa, da própria família e dos vizinhos que nos rodeiam ou tudo não passará de um belo eco sem fronteiras e que ficará nas nuvens. Pretendo, portanto, levar a minha breve reflexão e com ela ajudar os mais próximos, sem me fazer grandes ilusões.

Quem já tiver lido artigos meus, em anos transactos e sobre este mesmo tema, poderá relembrar que tive sempre uma preocupação dominante: uma sensibilidade e chamada de atenção especialmente dirigida aos jovens.

A prová-lo bastará lembrar um dos títulos que dei, no passado, a este mesmo tema. Vejamos apenas este: “Um jovem ao volante: um perigo; 2 jovens dentro do carro: perigo e meio; 3 ou 4 jovens e com música: um desastre”.

E já que falo de jovens e já que também acabo de afirmar que pretendo levar a minha mensagem, sobretudo, aos mais próximos, então aqui vai a recordação também de um recente título de jornal, o Jornal de Notícias, que dava a seguinte notícia: “Dois jovens morrem em despiste violento”.

E depois acrescentava: “morreram de madrugada, às quatro horas da manhã; era domingo. O carro em que seguiam despistou-se; no carro seguia mais um terceiro ocupante; o carro foi cair num campo à face da estrada; uma das vítimas mortais terá sido cuspida cerca de 30 metros”.

Comentários para quê? Seria culpa da estrada? Era domingo, de madrugada…

Não estarão bem claras as razões destas tristes mortes e as de tantos e tantos outros jovens mortos nas estradas, mormente nas madrugadas de Sábados e Domingos?

O famoso alentejano da cantiga que diz e canta: “ Eu ouvi um passarinho, às quatro da madrugada”… só lhes foi possível encantar-se com a beleza e o encanto da voz do passarinho porque estava, na hora certa, no local certo onde deveria estar: no sossego e no aconchego da sua casa e da sua família, e isso porque eram as quatros da madrugada.

As farras, as discotecas nocturnas com algumas bebedeiras e o atirar-se, depois, e com violência para as estradas, já têm tornado muitas e muitas famílias infelizes e lacrimosas para toda a vida.

Será que a triste lição dos outros de nada serve para mim, também condutor, jovem ou adulto?

Quem puder compreender compreenda.

E esta, hein?...

DESLEIXO HABITACIONAL

Artigo da autoria de Faria Correia

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