Encruzilhadas da História
O Mosteiro de S.Simão da Junqueira
O Mosteiro de S.Simão da Junqueira, terá origem no ano de 1084, portanto século XI, por altura da restauração da igreja de Braga.
De qualquer maneira, as origens poderão ser bem mais remotas, uma vez que, o nosso primeiro rei, D.Afonso Henriques, tivera feito uma doação a D.Paio Guterres (O Cunha), em 25 de Março de 1136, já com o mencionado Mosteiro em plena actividade.
Entretanto, em 1181, Afonso Henriques, conferiu Carta de Couto ao Mosteiro, o que dá a entender que nessa altura já existia a paróquia da Junqueira.
Ao longo dos séculos viu passar vinte e quatro priores, desde o primeiro, o Arcediago “Árias”, até ao último prior, D.João Gonçalves.
Em 1516, tornou-se primeiro comandatário D.Diogo Pinheiro, Prior de Guimarães, Bispo do Funchal e Prelado de Tomar.
Em 1589, por ordens superiores, o Mosteiro da Junqueira perdeu dinâmica, acabando por entrar em decadência, limitando-se apenas a dois frades.
Cerca de um século depois, recuperou um pouco da sua autonomia, altura em que foi lançada a construção da actual igreja paroquial e do cruzeiro, este datado de 1698.
Entretanto, no segundo ano do pontificado do Papa Clemente XIV, de 4 de Julho de 1770, é publicado o Breve Apostólico Sacrosanctum Apostolatum Ministerium, no qual é ordenada a extinção de nove mosteiros da Congregação de Santa Cruz, por se estar a assistir ao afrouxar (…) daquele bom, e exemplar modo de vida e ao cometimento de abusos, desordens e excessos por parte de alguns dos membros das suas comunidades.
Além do Mosteiro da Junqueira, igual sorte tiveram outros Mosteiros bem conhecidos – Grijó, Moreira, Caramos, Paderne, S.Jorge, entre outros.
Passados dois séculos, o Mosteiro da Junqueira, ou melhor, o que dele resta, encontra-se em estado de abandono total, nada espantando que, tal como alguns muros que cercam a quinta, venham a ocorrer derrocadas, colocando em perigo a própria estrutura e a segurança das pessoas. Quanto ao recheio, nada há a temer, uma vez que o Mosteiro foi aliviado de todos os seus bens, aquando da transferência de proprietários.
Fontes:
“Vila do Conde e o seu Alfoz” - Mons. Augusto Ferreira, 1923
“O Bispo D. Pedro e a organização da Diocese de Braga” - Padre Avelino Jesus da Costa, 1959
O Mosteiro de S.Simão da Junqueira
O Mosteiro de S.Simão da Junqueira, terá origem no ano de 1084, portanto século XI, por altura da restauração da igreja de Braga.
De qualquer maneira, as origens poderão ser bem mais remotas, uma vez que, o nosso primeiro rei, D.Afonso Henriques, tivera feito uma doação a D.Paio Guterres (O Cunha), em 25 de Março de 1136, já com o mencionado Mosteiro em plena actividade.
Entretanto, em 1181, Afonso Henriques, conferiu Carta de Couto ao Mosteiro, o que dá a entender que nessa altura já existia a paróquia da Junqueira.
Ao longo dos séculos viu passar vinte e quatro priores, desde o primeiro, o Arcediago “Árias”, até ao último prior, D.João Gonçalves.
Em 1516, tornou-se primeiro comandatário D.Diogo Pinheiro, Prior de Guimarães, Bispo do Funchal e Prelado de Tomar.
Em 1589, por ordens superiores, o Mosteiro da Junqueira perdeu dinâmica, acabando por entrar em decadência, limitando-se apenas a dois frades.
Cerca de um século depois, recuperou um pouco da sua autonomia, altura em que foi lançada a construção da actual igreja paroquial e do cruzeiro, este datado de 1698.
Entretanto, no segundo ano do pontificado do Papa Clemente XIV, de 4 de Julho de 1770, é publicado o Breve Apostólico Sacrosanctum Apostolatum Ministerium, no qual é ordenada a extinção de nove mosteiros da Congregação de Santa Cruz, por se estar a assistir ao afrouxar (…) daquele bom, e exemplar modo de vida e ao cometimento de abusos, desordens e excessos por parte de alguns dos membros das suas comunidades.
Além do Mosteiro da Junqueira, igual sorte tiveram outros Mosteiros bem conhecidos – Grijó, Moreira, Caramos, Paderne, S.Jorge, entre outros.
Passados dois séculos, o Mosteiro da Junqueira, ou melhor, o que dele resta, encontra-se em estado de abandono total, nada espantando que, tal como alguns muros que cercam a quinta, venham a ocorrer derrocadas, colocando em perigo a própria estrutura e a segurança das pessoas. Quanto ao recheio, nada há a temer, uma vez que o Mosteiro foi aliviado de todos os seus bens, aquando da transferência de proprietários.
Fontes:
“Vila do Conde e o seu Alfoz” - Mons. Augusto Ferreira, 1923
“O Bispo D. Pedro e a organização da Diocese de Braga” - Padre Avelino Jesus da Costa, 1959
